UNIVERSIDADE ABERTA DO TRABALHADOR

A educação profissional ou a educação do trabalhador jovem e adulto, integrada e articulada com uma política de geração de emprego e renda, se constitui em fator de inclusão social, um dos eixos norteadores do Governo Participativo de São Carlos.
Neste sentido, na atual gestão da Fundação Educacional São Carlos foi implementado, a partir de 2001, o programa Capacitação Profissional de Trabalhadores, voltado para a inclusão social de trabalhadores, desenvolvendo ações de educação profissional a pessoas jovens e adultas para atendimento das demandas do Plano Municipal de Qualificação, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia e em articulação com a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social e a Secretaria Municipal de Educação.

A experiência administrativa e pedagógica acumulada na área e o significativo atendimento de demandas de qualificação, reprofissionalização e atualização, especialmente de jovens em busca do primeiro emprego, de jovens em situação de risco social, desempregados e trabalhadores em risco de desocupação, apontaram para a criação de um espaço permanente e qualificado de educação profissional, no âmbito da administração pública municipal.

Neste sentido, efetivou-se a criação da Universidade Aberta do Trabalhador – UniTrabalhador, na Fundação Educacional São Carlos da Prefeitura Municipal de São Carlos.
Sua concepção considera a articulação entre a formação do jovem e do adulto para o mundo do trabalho e o desenvolvimento para o exercício da cidadania, proporcionando conhecimentos para a iniciação ou qualificação profissional e para o desenvolvimento integral como cidadão, levando em conta o Decreto Federal no. 2.208, de 17 de abril de 1997, que regulamenta a educação profissional no país. A Universidade Aberta do Trabalhador atua na educação profissional de nível básico, “modalidade de educação não-formal e duração variável, destinada a proporcionar ao cidadão trabalhador conhecimentos que lhe permitam qualificar-se, reprofissionalizar-se e atualizar-se para o exercício de funções demandadas pelo mundo do trabalho, compatíveis com a complexidade tecnológica do trabalho, o seu grau de conhecimento técnico e o nível de escolaridade do aluno, não estando sujeita à regulamentação curricular”.

Suas ações educacionais são desenvolvidas por meio da oferta de cursos regulares de capacitação profissional, em programações bimestrais e semestrais próprias e em programações específicas decorrentes dos convênios firmados com órgãos públicos, privados e organizações não-governamentais. Os cursos versam sobre temáticas diversas do mundo ocupacional do emprego e do trabalho e são oferecidos em diferentes turnos (matutino, vespertino e noturno), preferencialmente com um dia letivo semanal.
Em termos metodológicos, todos os cursos abordam conteúdos, trabalhados de forma interdisciplinar, integrada e indissociável, para facilitar a construção do conhecimento e o desenvolvimento de 3 tipos de habilidades:
a) Habilidades Básicas – são habilidades comuns a todas as profissões, consideradas ferramentas essenciais de aprendizagem, que garantem ao trabalhador sua inserção na sociedade da informação e do conhecimento, tanto em relação ao exercício profissional quanto da participação social, incluindo:

  • O DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: FERRAMENTAS NO CAMPO DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA, NO USO DE COMPUTADORES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, NA SELEÇÃO E USO DE INFORMAÇÕES;
  • O DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE REFLEXIVA E CRIATIVA: RACIOCÍNIO LÓGICO E ABSTRATO, ELABORAÇÃO CRÍTICA, INICIATIVA PARA A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS E TOMADA DE DECISÕES;
  • A ESTIMULAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE DE APRENDER A APRENDER, PERMITINDO AO TRABALHADOR UM PROCESSO FORMATIVO DE CARÁTER CONTÍNUO E A CONSTRUÇÃO DE UM PERCURSO PRÓPRIO DE APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA;
  • O DESENVOLVIMENTO DO EXERCÍCIO DA CIDADANIA: CAPACIDADE PARA PARTICIPAR E CONTRIBUIR NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E SOLIDÁRIA E DE UMA GESTÃO MAIS DEMOCRÁTICA DO PROCESSO DE TRABALHO.

b) Habilidades Específicas – são competências exigidas por postos, profissões, ocupações ou trabalho em uma ou mais áreas correlatas, composta de conhecimentos (saber), habilidades (saber-fazer), valores e atitudes (saber-ser), aplicadas às necessidades locais, às necessidades dos trabalhadores e ao mercado de trabalho.

c) Habilidades de Gestão – competências do trabalhador aplicáveis na organização de seu próprio trabalho ou em iniciativas individuais ou coletivas de empreendedorismo, baseadas em laços de cooperação entre profissionais ou na busca do auto-emprego.

A educação profissional para o exercício da cidadania exige um processo de ensino-aprendizagem que estimule a participação, o diálogo e a reflexão, considerando o universo cognitivo e cultural dos alunos-trabalhadores, sua experiência vivida, seus conhecimentos teóricos e práticos já aprendidos. O processo educativo deve ser um processo de construção e de reconstrução de conhecimentos, baseado no reconhecimento e na problematização das experiências e dos saberes de cada aluno.
A aferição do aproveitamento escolar é efetivada por meio da aplicação de instrumentos de avaliação formativa ao longo do processo de ensino-aprendizagem e para a certificação é exigida a freqüência mínima de 75% às aulas.